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Rota do Acarajé
Não sei o quão baianos (não no sentido pejorativo que essa denominação tem aqui em SP) são os proprietários desse lugar, mas que tiveram boas aulas por lá isso eu garanto. O local é simples na medida certa. Fica em uma gargem no bairro Santa Cecília. Algumas mesas de plástico na rua dão o tom informal. Lá dentro, cada mesa é uma surpresa: podem ser cadeiras, banquetas, ou mesmo um grande banco pra juntar os amigos. Agora se for beber e sentar nesse “bancão”, procure as extremidades pra não amolar tanto os outros…
Fizemos juz à fama do local e pedimos um Acarajé na Mão. Vem com tudo que tem direito e tem aquelas pimentas que fazem a gente chorar. Eu chorei e até agora não sei se pelo ardor ou pelo sabor. Eu não sou muito fã de Acarajé, então não tenho muitos parâmetros para dizer o quão bom ele era, só sei que comeria de novo. O prato principal ficou sendo um Escondidinho de Carne de Sol. Esse sim o melhor que eu já comi, semsombradedúvidas. A pedida pra acompanhar tudo isso (se vocês não estiverem de ressaca como nós estávamos) é um suco de maracujá sem açúcar. O lugar é recheado de cachaças, pra cada canto que se olhe tem uma prateleira com uma considerável aglomeração de garrafas. É tão espalhado que nós presenciamos 3 garçons procurando pelo restaurante a bebida pedida por um cliente.
A refeição ficou melhor ainda quando pedimos a conta e tinha dado extamente R$ 30,00 por pessoa (estávamos em dois). Sobrou comida pra mais uma pessoa tranquilamente.
Mais uma aventura pelas redondezas e com final feliz.
Rota do Acarajé
Rua Martim Francisco 529/533
Tenda do Nilo
É claro que todo mundo que posta seus locais aqui adoraria ler os comentários dos outros depois de uma visita. Eu não. Eu adoraria mesmo era me reunir com todos vocês lá. Não ia suportar a idéia de saber que vocês foram e não me convidaram. Mas tudo bem, vou passar por cima do meu orgulho e lançar a idéia (além de me grudar no meu celular, esperando que se vocês forem, de fato me liguem).
O lugar é de esquina, simples. Mas é só passar na frente pra ver que a espera é sempre grande. Ao chegar, entrem no pequeno espaço para colocar o nome na espera. E não estranhe ao ser chamado de “Habib” pela simpática proprietária. “Habib”, como ela faz questão de explicar, é “querido” em árabe. Durante a espera, uma cervejinha pra embalar o almoço. É imprescindível começar com uma Esfirra de Carne (tanto faz aberta ou fechada, as duas são demais) e um Kibe Frito. Esse último alega ser o melhor da cidade e eu acredito. Não me invetem de pedir um limãozinho pra temperar o Kibe porque vão ouvir um sonoro não. Limão é coisa de brasileiro, “lá no Líbano comemos sem limão”, explica a sobrinha (e nesse caso, também garçonete) da proprietária. Minha pedida de sempre é um combinado com duas variedades de pães e três diferentes pastas, o 3 em 1: Babaganuj, Homos e Coalhada Seca. Agora, entrando nos pratos de fato, um Kafta no espeto e um Trigo com Costela (de boi) Desfiada completam a refeição. Se ela oferecer a sobremesa, aceitem. Mil e Uma Noites, se não me engano. Vem com toda uma explicação de como comer e harmonizar os sabores dos diversos ingredientes.
Sem dúvida, um dos meus lugares preferidos em São Paulo.
Ah, não funciona no jantar e nem nos domingos e também não aceita nenhum cartão, só cheque ou dinheiro.
Tenda do Nilo
Rua Coronel Oscar Porto, 638 – Paraíso
São Paulo – SP
Tel: (11) 3885-0460
