Gaúchos em São Paulo

Organizando e compartilhando a vida na megalópole

Archive for the ‘Cultura’ Category

Sessão Baby Cinema – mais conhecida como ’sessão fralda’

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A Fernanda Borg deu a maior dica para uma mãe como eu, que ama cinema e está curtindo um bebê de meses (acabou de completar 1 mês!). Existe sim cinema para pessoas como eu! São as sessões fralda, que acontecem atualmente em 3 cinemas da cidade de São Paulo: às terças, no Unibanco Augusta; às quintas, no Cinemark Market Place e, aos sábados, no Frei Caneca Artplex.

As sessões são abertas a qualquer um, não precisa do bebê como passaporte… mas quem vai querer estar em uma sala de cinema assistindo a um filme acompanhado de mães e seus babies mamões e chorões a não ser as próprias? (claro que avós e pais também querem).

Já saíram várias matérias sobre o assunto, a que achei mais legal está aqui nesse link. Ali explica a iniciativa de um grupo de mães, que acabaram criando o projeto Cine Materna. No site tem vários outros links de matérias que saíram em diversos meios. Ali também é onde a pessoa se cadastra para saber a programação e até votar em qual filme deverá ser exibido (legal né?).

Um videozinho mostrando como a coisa funciona.

Written by cmayumi

May 14, 2009 at 1:01 am

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Programa cultural certeiro: Sesc

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Sábado (10/05) fomos João, Dudu e eu num show no SESC da Vila Mariana. Dica do nosso amigo Thiagão, que se deu ao trabalho de mandar a dica diretamente de Sidney, onde ele está morando e estudando música. O show era de jazz, da banda formada por americanos de Chicago “Exploding Star Orchestra”.

Flickr do Paulo Borgia

Deu no G1:

Além de contar com integrantes de grupos norte-americanos como Tortoise, The Eternals e da banda paulistana Hurtmold, a orquestra traz um convidado especial: Roscoe Mitchell, saxofonista pioneiro do free jazz e líder do lendário Art Ensemble of Chicago.

Criada em 2005 pelo trompetista norte-americano radicado no Brasil Rob Mazurek, a Exploding Star Orchestra nasceu para uma apresentação no Millenium Park em Chicago. Influenciada por compositores contemporâneos como Lalo Schinfrin e voltado para o jazz de vanguarda, a orquestra pode mudar de formação em diferentes apresentações, e já tem dois álbuns gravados: “We are all from somewhere else” (2007) e “Bill Dixon with Exploding Star Orchestra” (2008).

O post nem era para falar do show em si, e sim da maravilha que é ter à disposição tantas oficinas, palestras, shows, cursos, eventos, exposições, enfim, milhares de coisas acontecendo nos SESC da cidade.

Só para dar alguns exemplos de algumas das opções de programas só aqui no SESC perto de casa, o da Consolação:

CAMINHOS DA LIBERDADE

Projeto composto por espetáculo teatral, sessões de vídeo comentadas por Fernanda Montenegro e pesquisador convidado, exibição de documentários e debates a partir das questões libertárias encontradas na vida e obra de Simone de Beauvoir (1908-1986) e Jean-Paul Sartre (1905-1980).
ou ainda:
DESMONTE SUA CIDADE

A oficina estimula o olhar dos participantes para os processos de alterações urbanísticas das suas cidades, além de discutir o trabalho de criação artística do grupo: a proposta da criação coletiva na qual as funções essenciais para a criação de uma montagem teatral, determinadas no estágio atual da pesquisa, em dramaturgia, direção atuação, são exercidas, concomitantemente, por todos os componentes da cia.

Uma profusão de coisas acontecendo, sendo vistas, praticadas, ensinadas e entretendo os paulistanos. O Santander Cultural, em Porto Alegre, segue esse caminho, mas não dá pra comparar com o número e variedade de acontecimentos do SESC. Apesar de que a qualidade dos músicos trazidos no Santander é amazing! Já vimos lá músicos dos naipes de Jose Gonzales, Joanna Newson e Stereo Total.
A Casa de Cultura Mário Quintana também já enveredou por essa seara de cinema, cursos e oficinas, mas há alguns anos a agenda deles era bem mais agitada culturalmente (durante o governo PT na prefeitura).
Gaúchos, vamos ao SESC!!!

Written by cmayumi

May 14, 2009 at 12:12 am

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Dicas Phuong-Cac

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Primeiro post que eu faço e não é meu… hahahahha

abriu o site novo sobre o livro da nossa Phuong-cac:

- /totalspguide.com/

e na theme tem um matéria dela também sobre SP:

- http://www.thememagazine.com/indexed/sao-paulo-small-pleasures/

Written by liedke

April 30, 2009 at 2:55 pm

De Vitor Ramil a Leonard Cohen

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Olha, não tem nada a ver com São Paulo, mas vou tentar estabelecer uma conexão: ontem enquanto o João foi no show do Radiohead eu tive que ficar em casa, impossibilitada de ver o Kraftwerk (sim, eu iria por eles). Mas eu ainda hei de vê-los – talvez em Berlim, quem sabe um dia?…

Pois bem, fiquei por casa, queria me conectar com Porto Alegre e ouvir o programa da Rádio Ipanema, recém estreado, Teorema. O programa é tocado pelo nosso amigo Marcelo Noah. Entrei no site da rádio, o aplicativo não é compatível com Mac. Fiquei de cara, ia perder o programa, que me programei a semana toda para ouvir. O motivo: o Marcelinho iria entrevistar o super Vítor Ramil!!!! Bah eu adoro o cara! Sábado acordei num dia nublado paulistano a fim de ouvir “Ramilonga” e ficar ligada pelo cordão umbilical com Porto Alegre querida.

Ramilonga pra quem quiser ouvir (tem que baixar).

E a letra, que coisa linda:

Chove na tarde fria de Porto Alegre
Trago sozinho o verde do chimarrão
Olho o cotidiano, sei que vou embora
Nunca mais, nunca mais

Chega em ondas a música da cidade
Também eu me transformo numa canção
Ares de milonga vão e me carregam
Por aí, por aí

Ramilonga, Ramilonga

Sobrevôo os telhados da Bela Vista
Na Chácara das Pedras vou me perder
Noites no Rio Branco, tardes no Bom Fim
Nunca mais, nunca mais

O trânsito em transe intenso antecipa a noite
Riscando estrelas no bronze do temporal
Ares de milonga vão e me carregam
Por aí, por aí

Ramilonga, Ramilonga

O tango dos guarda-chuvas na Praça XV
Confere elegância ao passo da multidão
Triste lambe-lambe, aquém e além do tempo
Nunca mais, nunca mais

Do alto da torre a água do rio é limpa
Guaíba deserto, barcos que não estão
Ares de milonga vão e me carregam
Por aí, por aí

Ramilonga, Ramilonga

Ruas molhadas, ruas da flor lilás
Ruas de um anarquista noturno
Ruas do Armando, ruas do Quintana
Nunca mais, nunca mais

Do Alto da Bronze eu vou pra Cidade Baixa
Depois as estradas, praias e morros
Ares de milonga vão e me carregam
Por aí, por aí

Ramilonga, Ramilonga

Vaga visão viajo e antevejo a inveja
De quem descobrir a forma com que me fui
Ares de milonga sobre Porto Alegre
Nada mais, nada mais

Bom, como passamos de Vítor Ramil a Leonard Cohen? É que chegou a noite, nada de poder ouvir o programa, liguei a TV meio desanimada. E aí o Telecine Cult veio com a belíssima surpresa: estava passando um documentário sobre o Leonard Cohen, meu muso!

O filme, de 2006, é “I’m Your Man”.

Bom, daí foi só delírios. O site do filme é interessante, mostra bastante coisa, todo mundo que participou. E no You Tube dá para assistir ao filme inteiro, em partes. Com legendas em holandês… hehehe… (acho que é holandês). A parte 7 foi a que mais me tocou, porque ele fala da Susanne que inspirou a música. O relato é intimo e surpreendente, cheio de poesia e significados profundos e dúbios…

parte 1:

parte 2:

parte 3:

parte 4:

parte 5:

parte 6:

parte 7:

A minha preferida, onde ele fala da misteriosa Susanne e que ela serviu um chá para ele numa tarde, ao lado do rio… uuuuuuh!

parte 8:

Aqui tem uma interpretação do Jarvis Cocker, vocalista do Pulp, e o Mr. Cohen falando que “a filha dele gosta” no final é impagável. No site do filme, em soundtrack, dá para ouvir um trecho com o (também) vozeirão do Jarvis Cocker cantando “I can’t forget’. Lindo, lindo!

parte 9:

parte 10:

parte 11:

A maravilhosa Helleluja, cantada pelo Rufus Wainwright.

parte 12:

parte 13:

E aqui uma contribuição do próprio Marcelo Noah com uma entrevista no NY Times que fala do momento atual da vida dele: fala do retorno de um período zen, onde ele passou 5 anos em um monastério, fala da tour que ele está inicia dia 3/abril nos EUA, e que vai durar 2 meses e que vai passar inclusive pelo festivel Coachella.

Written by cmayumi

March 23, 2009 at 1:24 pm

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Cineminha

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Cena da uma parte bem divertida do filme. O pequeno Jamal.

Cena da uma parte bem divertida do filme Slumdog Millionaire. O pequeno Jamal.

Primeiro final de semana em São Paulo, chega a hora de conhecer melhor os cinemas da cidade. Sempre fui no Kinoplex, mas agora que sou ‘moradora da cidade’, preciso saber o cinema do bairro, onde passa filme alternativo… enfim, promover um aprofundamento.

Lá em Porto Alegre tem pouca coisa mais cult passando. No Santander Cultural sempre tem as temáticas mensais, que são excelentes, e alguma coisa no Guion. Mas aqui em SP a coisa bomba. Fui ver a lista dos filmes e tem de Lolita aos Embalos de Sábado à Noite. Tem coisa melhor?

Os amigos passaram suas dicas dos sites para pesquisar a programação, que listo abaixo:

Guia SP.

Guia UOL.

Ingresso.

Ainda não elegi meu preferido, parece por enquanto que vai ser o Ingresso.com.br.

Aproveitando o assunto queria falar do filme sensacional que estréia só em março e que vimos em Nova York: Slumdog Millionaire. Fiquei curiosa, quando vi, para saber qual seria a tradução do título. Com certeza em português perdemos o brilho do nome. Slumdog é como se chamam as pessoas que vivem em uma pobreza extrema, na Índia. Pessoas que reviram os lixões. Daí o ’slumdog’ – cachorro da favela.

“Quem quer ser um milionário” remete a Sílvio Santos, que tudo bem, é sobre isso também que trata o filme, mas o sentido se perde um pouco.

Bom, o filme é demais, envolvente, emocionante, e apesar de ter sido dirigido pelo britânico Danny Boyle, diretor do Trainspotting, mostra que ele entendeu aquele país maravilhoso que é a Índia. O filme mostra uma Índia bem crua, como ela é. Linda na sua sujeira, poética nas suas cores, pessoas e crianças, dramática nas histórias das pessoas. Uma terra distante da gente, mostrada por olhos que conseguiram criar uma conexão. Uma história urbana, moderna, baseada no livro Q and A (Question and Answer), escrito por um diplomata indiano e publicado em 2005.

Hmmm… acabei de descobrir que as fotos de divulgação do filme a meu ver não fazem jus à beleza que eu queria mostrar aqui. A única que eu gostei é essa que está aqui no post.

Pra quem não se opõe a ver trailers (como eu), aí vai o de Slumdog Millionaire.

A trilha também é linda. Mas essa não baixei ainda.

E vamos ao cinema!

Written by cmayumi

February 6, 2009 at 9:42 pm

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